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sábado, 9 de abril de 2011

A viagem do “Eu” no “Novo Mundo”

Depois de um ano aventurando/me pelas possibilidades de novas descobertas sobre o mundo e a própria vida, hoje sinto a necessidade de reflexões mais serenas e conscientes.

Com pausa nas lamúrias imaturas, por não ter todos os meus desejos atendidos como por encanto, é à hora de ver o saldo positivo do aprendizado deste caminho desconhecido, até aqui trilhado. Graças à iniciativa de evitar o medo no processo de sociabilização, valiosos foram os exercícios praticados.

Algumas impressões errôneas foram desfeitas, apesar da profunda tristeza sentida pela injustiça do comportamento equivocado, que não sai da prática de corações endurecidos. Que sejam evitadas novas generalizações precipitadas.

Uma grande quantidade de preconceito foi quebrada, apesar da amarga decepção sentida pela dureza da estupidez humana, que não abandona seres ignorantes. Que sejam evitadas novas classificações sem conhecimento.

É prazeroso contemplar o lindo desnudar da própria natureza. Aqui a viagem é difícil, mas a paisagem que surge, é muito mais bonita. A grande floresta escura e insondável do “Eu”, começou a ser cuidadosamente percorrida, com o avanço em reconhecer/me também no “outro”.

Meu universo interior ganhou novos espaços com lindas clareiras, onde hoje paro para descansar, enquanto aprecio as flores que brotam com a luz, que ali se faz presente. Que sejam contínuos os esforços do desbravar.

O caminho que falta para percorrer ainda será muito longo. Provavelmente nunca termine. Que assim seja.

Os próximos desafios serão enormes, mas a satisfação de ter avançado sobre as limitações é um grande tesouro conquistado. Que seja sempre visto como a mais doce e valiosa recompensa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Silêncio...

Ficará uma lacuna... um silêncio... Aquela que um dia aqui registrou, já não é mais a mesma. Libertou/se

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Buscando o equilíbrio

Quando voltei da praia, estava chovendo. Foi a primeira vez que andei de bicicleta na chuva. E foi uma sensação muito boa, porque estava muuuito calor.

Como a chuva era forte, rapidinho molhou toda minha roupa que ficou grudada ao corpo.
Corpo quente, chuva fria... no calor. Hummm... uma delícia.
Quanto mais molhada a roupa, mais gostoso ficava. E eu super feliz... Passando por ruas tranquilas, e trechos da ciclovia onde não havia ninguém, fui pedalando de boca aberta e língua de fora para matar a sede com os pingos d`água... Gostoso isso também.

Com as sensações misturadas e a alegria da liberdade, fiz uma coisa que sempre tive vontade... Soltar as mãos.
Eu nem tenho equilíbrio, mas a chuva forte, parecia que me segurava na bicicleta. A roupa molhada me agarrava dando proteção ao corpo... Então fui tentando soltar aos poucos... Dominando a ansiedade, enfrentando o medo... Desafiando a minha coragem.
Refleti sobre a necessidade de um "amigo", que se estivesse por perto, torcendo por minhas superações e sorrindo para mim, eu poderia soltar-me sem medos, fortalecida por compartilhar minhas conquistas e confiando que se por acaso eu caísse, teria alguém especial para cuidar de mim. rs




sábado, 6 de novembro de 2010

Vôo de Primavera

O tardio despertar do que imaginou ser sua “Nova Primavera”,
Chegou incontrolável com um impulso desatinado.
O que se pensava um ato desesperado pela busca da liberdade,
Nada mais era que um premeditado vôo de descobertas.
Organizado como crime perfeito, trouxe satisfação
Até mesmo na pouca compreensão dos protagonistas.
No contar das horas foi só coração, transbordando ansiedade e alegria.
Independente do tempo que durasse ou espaço que viesse ocupar.
Mesmo com suspeitas da sua insignificante condição tão instável e quase inconveniente,
inevitável seria não esperar a desilusão das não manifestas surpresas,
No íntimo.. tão desejadas...
Não houve noite, tudo foi espera do momento ao próximo dia.
No próximo, no próximo... Todos os dias...
Sem chão, sem asas, sem despedidas, sem sonhos, sem volta.