domingo, 5 de dezembro de 2010
Mas se você quiser... Nestes dias que pouco sei de mim...
Composição: Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental
Hoje, eu não quero ver o sol
vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você (Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nada tenho... mas penso em Ti

mais que a polpa seca ou vento grosso,
ter existido e existir ainda,
querer a mais a mola que tu sejas,
saber que te conheço e vai chegar
a mão rasa de lona para amar.
Não tenho braço livre mais que olhar
para ele, e o que faz que tu não queiras.
Tenho um tremido leito em vala aberta,
olhos maduros, cartas e certezas.
Neste comboio longo, surdo e quente,
vou lá ao fundo, marco o Ocupado.
Penso em ti, meu amor, em qualquer lado.
Batem-me à porta e digo que está gente.
Pedro Tamen, in "Daniel na Cova dos Leões"
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
"A gente se fere nos espinhos das rosas. Mas é só quando gostamos de rosas."
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sentimentos - Nem sempre entendo... Por isso reflito.
Definitivamente não dá par ser muito racional no amor.
Amor é emoção pura e forte, que quando livre, nos envolve, até confunde... Mas também satisfaz e transforma. Ajuda a crescer.
Que fará a razão transitando neste terreno tão insondável, imprevisível e cheio de possibilidades? Fica perdida. Não sabe as respostas. Racionalizando, erra. Coloca tudo a perder.
Amor tem que ser livre, para poder crescer e moldar-se de acordo com a realidade das experiências que se vive ou pretende-se viver.
Coisa perigosa mesmo é a PAIXÃO. Uma louca alucinada querendo tomar “algo” para si. Precisa inundar-se daquilo que deseja para saciar uma sede desesperada (sabendo que vai morrer afogada).
Mas não dá para crescer no amor morno. E nem viver na paixão descontrolada.
Terá dose certa para algo tão sublime, que pensadores e poetas ainda não conseguiram definir em toda sua magnitude?
Só sei que amar distante é sofrer. E não menciono espaço. Analiso envolvimento.
Amor se constrói na vivência, ainda que os desejos do corpo fiquem em segundo plano. Afinal, amor é “coisa” da alma.
Amor só nasce e cresce no terreno da verdade, do respeito e na simplicidade.
Não há amor sem confiança. Não há amor sem antes o pacto silencioso de partilhar sorrisos e lágrimas com sincera amizade.
Nada sei sobre o amor... Mas acredito, respeito e valorizo a AMIZADE.
Contemplando em poemas, versos e rimas, aquilo que a boca cala e o coração finge esquecer
Meu amor que te foste sem te ver
que de mim te perdeste sem te amar
quem sabe se outra vida tu vais ter
ou se tudo se perde sem voltar
ou se é dentro de mim que tem de haver
tanta força no meu imaginar
que o poeta que é Deus o vá reter
e te dê vida e faça regressar
para de novo o sonho desfazer
num contínuo surgir e retornar
ao nada que dá ser ao que é querer
ao fado que só dá para se dar
por tudo estou amor e merecer
o que venha para eu te relembrar
só adorando o nada pretender
só vogando nas águas de aceitar.
Agostinho da Silva
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Saciar a minha sede... Milhões de vezes
Tentação vi@ O Citador"Eu não resistirei à tentação,
segunda-feira, 29 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010
Se tu viesses ver-me... Florbela

A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Minhas Deusas - Inspiram e fortalecem


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domingo, 14 de novembro de 2010
Sigo o meu destino
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Fernando Pessoa /Ricardo Reis, 1-7-1916
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Depois de uma decepção, ainda quero voar...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sei e sinto... Amo sem razão de amar.
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 6 de novembro de 2010
Vôo de Primavera
O tardio despertar do que imaginou ser sua “Nova Primavera”,Chegou incontrolável com um impulso desatinado.
O que se pensava um ato desesperado pela busca da liberdade,
Nada mais era que um premeditado vôo de descobertas.
Organizado como crime perfeito, trouxe satisfação
Até mesmo na pouca compreensão dos protagonistas.
No contar das horas foi só coração, transbordando ansiedade e alegria.
Independente do tempo que durasse ou espaço que viesse ocupar.
Mesmo com suspeitas da sua insignificante condição tão instável e quase inconveniente,
inevitável seria não esperar a desilusão das não manifestas surpresas,
No íntimo.. tão desejadas...
Não houve noite, tudo foi espera do momento ao próximo dia.
No próximo, no próximo... Todos os dias...
Sem chão, sem asas, sem despedidas, sem sonhos, sem volta.
domingo, 17 de outubro de 2010
SONHO IMPOSSÍVEL (The Impossible Dream)

Lutar, quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar, quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo, cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Composição: Joe Darion e Mitch Leigh
Versão: Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Meu Gurudev
http://letras.terra.com.br/krishna-das/931776/Eu não tenho nenhum amor,
Você é único em meu coração e em meus pensamentos.
My sweet lord / Meu Doce Senhor - George Harrison (Legendado)
Meu doce Senhor
Hm, meu Senhor
Hm, meu Senhor
Eu realmente quero vê-lo
Realmente quero estar com Você
Realmente quero vê-lo, Senhor
Mas isto vai levar muito tempo, meu Senhor
Meu doce Senhor
Hm, meu Senhor
Hm, meu Senhor
Eu realmente quero conhecê-lo
Realmente quero ir com o Senhor
Realmente quero acompanhá-lo, Senhor
Mas isto não vai levar muito tempo, meu Senhor
Meu doce Senhor
Hm, meu Senhor
Meu doce Senhor
Realmente quero vê-lo
Realmente quero vê-lo
Realmente quero vê-lo, Senhor
Realmente quero vê-lo, Senhor
Mas isto vai demorar muito, meu Senhor
Meu doce Senhor
Hm, meu Senhor
Meu, meu, meu Senhor
Eu realmente quero conhecê-lo
Realmente quero ir com o Senhor
Realmente quero mostrar-te, Senhor
Mas isto não vai demorar muito, meu Senhor
Meu doce Senhor
Meu, meu, meu Senhor
Pensamento/Reflexão
Agora estou disposto a fazer tudo, agora a nada fazer; o que me é um prazer neste momento em alguma outra vez me será um esforço. Acontecem em mim mil agitações desarrazoadas e acidentais. Ou o humor melancólico me domina, ou o colérico; e, com a sua autoridade pessoal, neste momento a tristeza predomina em mim, neste momento a alegria. Quando pego em livros, terei captado em determinada passagem qualidades excelentes e que terão tocado a minha alma; quando uma outra vez volto a deparar com ela, por mais que a vire e revire, por mais que a dobre e apalpe, é para mim uma massa desconhecida e informe. Mesmo nos meus escritos nem sempre reencontro o sentido do meu pensamento anterior: não sei o que quis dizer, e amiúde me esfalfo corrigindo e dando-lhe um novo sentido, por haver perdido o primeiro, que valia mais. Não faço mais que ir e vir: o meu julgamento nem sempre caminha para a frente; ele flutua, vagueia, Como um barquinho frágil surpreendido no vasto mar por uma tempestade violenta (Catulo)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Poema
Foto: Walmir Pivauma que chora, outra que ri:
a que ri chora sempre,
a que chora morre em todo entardecer,
quando a vida entardece.
outra que foge sempre das igrejas
mas entre anjos permanece.
A mulher tem duas faces,
a que se mostra, a que se esconde:
na que se mostra ela se cala,
depois se guarda escondida
no retrato de uma sala.
uma que fere, outra que é ferida,
a que se corta não se vê na que se fere,
a preferida.
A mulher tem duas primaveras:
a que nasce sempre nas árvores
e a que lembra esquecimentos,
a que silencia o ser ausente,
a que floresce pressentimentos.
a que vive e adormece
e a que, adormecida,
na sua alma a vida tece.

