
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Greensleeves
Ai, infelizmente, meu amor, você me faz mal
Me descarta indelicadamente
Pelo longo poço de amor que eu tive por você
Deliciosamente em sua companhia
(...) era toda a minha alegria
(...) era todo o meu deleite
(...) era o meu coração de ouro
E quem menos do que a meu Senhor?
Suas promessas você as tem quebrado, como o meu coração
Oh, por quê você me arrebatou então?
Agora eu permaneço em um mundo separado
Mas meu coração perdura em cativeiro
Eu estive na sua mão
Para ascender absolutamente tudo que você implorasse
Eu tenho ambas apostas de vida e terra
Seu amor e proveito - era para se ter
Se você tenciona consequentemente você desdenha
Isso faz com que eu me arrebate mais
E ainda assim, eu permaneço
Uma amante em cativeiro
Meus homens eram vestidos por completo em verde
E eles esperaram em Ti
E todo esse explêndido era para ser visto
E ainda assim tu não me amas
Tu não poderias desejar coisas mundanas
Mas ainda assim, tu não estavas preparado
Tua música ainda é tocada e cantada
E tu ainda não me amas
Bem eu vou rezar bem alto a Deus
Que tu, meu constante que não posso vê-lo
E que ainda que eu um dia antes que eu morra
Tu (venhas) e garante me amar
Ah, (Meu Amor) agora despeço, adeus
A Deus eu rezo, prosperar-te
Pelo que eu sou tua verdadeira amante
Venha mais uma vez e me ame
Blackmore`s Nigth
Me descarta indelicadamente
Pelo longo poço de amor que eu tive por você
Deliciosamente em sua companhia
(...) era toda a minha alegria
(...) era todo o meu deleite
(...) era o meu coração de ouro
E quem menos do que a meu Senhor?
Suas promessas você as tem quebrado, como o meu coração
Oh, por quê você me arrebatou então?
Agora eu permaneço em um mundo separado
Mas meu coração perdura em cativeiro
Eu estive na sua mão
Para ascender absolutamente tudo que você implorasse
Eu tenho ambas apostas de vida e terra
Seu amor e proveito - era para se ter
Se você tenciona consequentemente você desdenha
Isso faz com que eu me arrebate mais
E ainda assim, eu permaneço
Uma amante em cativeiro
Meus homens eram vestidos por completo em verde
E eles esperaram em Ti
E todo esse explêndido era para ser visto
E ainda assim tu não me amas
Tu não poderias desejar coisas mundanas
Mas ainda assim, tu não estavas preparado
Tua música ainda é tocada e cantada
E tu ainda não me amas
Bem eu vou rezar bem alto a Deus
Que tu, meu constante que não posso vê-lo
E que ainda que eu um dia antes que eu morra
Tu (venhas) e garante me amar
Ah, (Meu Amor) agora despeço, adeus
A Deus eu rezo, prosperar-te
Pelo que eu sou tua verdadeira amante
Venha mais uma vez e me ame
Blackmore`s Nigth
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Buscando...

"Em Alguma parte, alguma vez, houve uma Flor, uma Pedra, um Cristal; uma Rainha, um Rei, um Palácio; um Amado e uma Amada, há muito tempo, no Mar, numa Ilha, há cinco mil anos... É o Amor, é a Flor Mística da Alma, é o Centro, é o Si-Mesmo... Ninguém entende isso, a não ser alguns poetas, somente eles me compreenderão..."
Carl Jung
domingo, 5 de dezembro de 2010
Mas se você quiser... Nestes dias que pouco sei de mim...
Pedra, Flor, Espinho - Barão Vermelho
Composição: Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental
Hoje, eu não quero ver o sol
vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você (Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
Composição: Frejat / Fernando Magalhães / Dulce Quental
Hoje, eu não quero ver o sol
vou prá noite, tudo vai rolar
O meu coração é só um desejo de prazer
Não quer flor, não quer saber de espinho
Mas se você quiser tudo pode acontecer no caminho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Automóveis piscam os seus faróis
Sexo nas esquinas, violentas paixões
Não me diga não, não me diga o que fazer
Não me fale, não me fale de você (Fale de você, fale de você)
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor e espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
Olhos que procuram em silêncio
Ver nas coisas, cores irreais
O seu instinto, é o meu desejo mais puro
Esse seu ar obscuro
Meu objeto de prazer
Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho
Eu quero te ter
Não me venha falar de medo
Não de me diga não
Olhos negros, olhos negros
Eu quero ver você
Ser o seu maior brinquedo
Te satisfazer
Olhos negros, olhos negros
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nada tenho... mas penso em Ti

Não tenho para ti quotidiano
mais que a polpa seca ou vento grosso,
ter existido e existir ainda,
querer a mais a mola que tu sejas,
saber que te conheço e vai chegar
a mão rasa de lona para amar.
Não tenho braço livre mais que olhar
para ele, e o que faz que tu não queiras.
Tenho um tremido leito em vala aberta,
olhos maduros, cartas e certezas.
Neste comboio longo, surdo e quente,
vou lá ao fundo, marco o Ocupado.
Penso em ti, meu amor, em qualquer lado.
Batem-me à porta e digo que está gente.
Pedro Tamen, in "Daniel na Cova dos Leões"
mais que a polpa seca ou vento grosso,
ter existido e existir ainda,
querer a mais a mola que tu sejas,
saber que te conheço e vai chegar
a mão rasa de lona para amar.
Não tenho braço livre mais que olhar
para ele, e o que faz que tu não queiras.
Tenho um tremido leito em vala aberta,
olhos maduros, cartas e certezas.
Neste comboio longo, surdo e quente,
vou lá ao fundo, marco o Ocupado.
Penso em ti, meu amor, em qualquer lado.
Batem-me à porta e digo que está gente.
Pedro Tamen, in "Daniel na Cova dos Leões"
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
"A gente se fere nos espinhos das rosas. Mas é só quando gostamos de rosas."
A gente se fere nos espinhos das rosas. Sim. Se chegamos sem jeito, apenas querendo arrancar a flor para enfeitar nossa sala e satisfazer nosso ego, tomando posse de algo tão belo e delicado, esquecendo que ela é "vida", e manifesta... Como tal, requer cuidados. Nos ferimos nos espinhos, das rosas qdo fingimos desconhecer a sua verdadeira natureza, ignorando suas particularidades. Até existem outras flores... há uma variedade de aromas e cores, assim como plantas ornamentais. Mas se gostamos mesmo de rosas, e queremos cultivá-las, é necessário conhecer o que é necessário para essa espécie florir e não definhar. Para nossa "rosa" se realizar no seu ideal de ser "rosa", temos que preparar o solo, escolher a incidência luz, adubar e regar. Se abandonarmos qquer espécie viva sem cuidados, elas ficam sucetíveis a vários males, que qdo não tratados a tempo, levam a "morte"... lenta e dolorosa.
Mas é só quando gostamos de rosas. Se gostamos e queremos ter rosas, precisamos ter tempo e paciência para estudar e conhecer o que é próprio para o cultivo de rosas. Do contrário, devemos nos contentar com as colorida e simpática Impanties walleriana, conhecida popularmente como "maria-sem-vergonha". Essa sim... nasce e dá em qqer lugar, infesta, vira uma praga... Mas tem sua beleza. Independente do que pretendemos cultivar em nosso jardim, para florir, perfumar e encantar com beleza nossa casa, devemos lembrar que quase todas as espécies requerem cuidados. Eu gosto de jardinagem. Tenho estudado sobre o assunto. Também faço algumas experiência de cultivo e a maior lição que recebi da prática, foi ter paciência. Tudo tem seu tempo. A "vida", obedece ciclos que acompanham seu desenvolvimento, as estações do ano, hora do dia e outros detalhes. Além de sua singularidade e característica de adaptação ao ambiente ideal, é necessário respeitar a natureza das "coisas". Se pretendemos introduzir uma espécie em um novo ambiente, precisamos fortalecê-la no seu processo de adaptação, com cuidados diários. Só assim teremos sucesso... Com o tempo, é possível contemplar o manifestar de nossos esforços, somado ao que é próprio a beleza natural de cada "coisa".
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sentimentos - Nem sempre entendo... Por isso reflito.
Reflexões sobre o AMOR
Definitivamente não dá par ser muito racional no amor.
Amor é emoção pura e forte, que quando livre, nos envolve, até confunde... Mas também satisfaz e transforma. Ajuda a crescer.
Que fará a razão transitando neste terreno tão insondável, imprevisível e cheio de possibilidades? Fica perdida. Não sabe as respostas. Racionalizando, erra. Coloca tudo a perder.
Amor tem que ser livre, para poder crescer e moldar-se de acordo com a realidade das experiências que se vive ou pretende-se viver.
Coisa perigosa mesmo é a PAIXÃO. Uma louca alucinada querendo tomar “algo” para si. Precisa inundar-se daquilo que deseja para saciar uma sede desesperada (sabendo que vai morrer afogada).
Mas não dá para crescer no amor morno. E nem viver na paixão descontrolada.
Terá dose certa para algo tão sublime, que pensadores e poetas ainda não conseguiram definir em toda sua magnitude?
Só sei que amar distante é sofrer. E não menciono espaço. Analiso envolvimento.
Amor se constrói na vivência, ainda que os desejos do corpo fiquem em segundo plano. Afinal, amor é “coisa” da alma.
Amor só nasce e cresce no terreno da verdade, do respeito e na simplicidade.
Não há amor sem confiança. Não há amor sem antes o pacto silencioso de partilhar sorrisos e lágrimas com sincera amizade.
Nada sei sobre o amor... Mas acredito, respeito e valorizo a AMIZADE.
Contemplando em poemas, versos e rimas, aquilo que a boca cala e o coração finge esquecer
Poema: Meu Amor que te Foste sem te Ver - Agostinho da Silva
Meu amor que te foste sem te ver
que de mim te perdeste sem te amar
quem sabe se outra vida tu vais ter
ou se tudo se perde sem voltar
ou se é dentro de mim que tem de haver
tanta força no meu imaginar
que o poeta que é Deus o vá reter
e te dê vida e faça regressar
para de novo o sonho desfazer
num contínuo surgir e retornar
ao nada que dá ser ao que é querer
ao fado que só dá para se dar
por tudo estou amor e merecer
o que venha para eu te relembrar
só adorando o nada pretender
só vogando nas águas de aceitar.
Agostinho da Silva
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Saciar a minha sede... Milhões de vezes
Tentação vi@ O Citador"Eu não resistirei à tentação,
não quero que de mim possas perder-te,
que só na fonte fria da razão
renasça a minha sede de beber-te.
Eu não resistirei à tentação
de quanto adivinhei nesta amargura:
um sim que só assalta quem diz não,
um corpo que entrevi na selva escura.
Resistirei a te chamar paixão,
a te perder nos versos, nas palavras:
mas não resistirei à tentação
de te dizer que o céu é o que rasa
a luz que nos teus olhos eu perdi
e que na terra toda não mais vi."
Luis Filipe Castro Mendes, in "Os Amantes Obscuros"
segunda-feira, 29 de novembro de 2010

“não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. não sei sentir em doses homeopáticas. preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. não sei brincar e ser café com leite. só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. porque eu acho sempre muitas coisas — porque tenho uma mente fértil e delirante — e porque posso achar errado — e ter que me desculpar — e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre”.
domingo, 28 de novembro de 2010
Se tu viesses ver-me... Florbela

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Minhas Deusas - Inspiram e fortalecem

PERSÉFONE - Deusa das profundezas
Na mitologia, a jovem Core, filha da deusa Demétria, é raptada por Hades, deus dos infernos. Imersa na escuridão, come três grãos de romã, o símbolo da imortalidade. Rompendo o jejum, se vincula ao mundo subterrâneo. Sua mãe, inconformada com a falta da filha, negocia a libertação e consegue que ela viva seis meses na superfície e seis meses na profundeza. E Core renasce como Perséfone. Em harmonia, a Perséfone moderna segue a intuição. Não se deixa enganar pelas aparências e atribui significados espirituais a tudo. Reza por si mesma e pelo equilíbrio do planeta. Em desarmonia, se enche de medos e vê presságios ruins ao redor. Foge da vida, achando tudo fútil.
Na mitologia grega depois também ficou conhecida como a rainha do mundo infernal, ela ficava vigiando as almas e sabia os segredos das trevas.
A deusa da agricultura sempre se preocupava apenas em colher flores, mas foi crescendo e com isso sua beleza foi encantando a todos.
Uma Romã, o fruto do casamento. Como a deusa tinha comido os grãos, não podia deixar mais seu marido, foi então que Perséfone passava um período com sua mãe e outro com seu marido, e se torna a sombria Proserpina. Deste momento em diante, a cada vez que ela estava com seu marido virava inverno na terra, e quando estava no Olimpo com sua mãe se tornava novamente uma adolescente e chegava a primavera, o verde da natureza fazia brotar muitas flores e frutos. E mesmo sendo uma relação muito complicada, vive com muito amor com seu marido Hades.
Em sua fragilidade, percebe-se o anseio por afeição e intimidade profunda. Esta mulher é envolta por uma aura de mistérios. O seu mundo é paranormal, mas ela se sente atraída pelos ensinamentos da metafísica mais do que pelas ciências naturais convencionais. Tão poderosa é a autoridade do materialismo científico de nossa sociedade que esta mulher é considerada excêntrica .

ÁRTEMIS - Deusa da liberdade e da natureza
Na mitologia grega, ela é a mais liberta das filhas de Zeus. Passava seu tempo perambulando pelas florestas. Hábil arqueira, era parceira de seu irmão Apolo em inúmeras caçadas. A mulher moderna em sintonia com essa deusa é livre, independente e aventureira. Sua principal característica é a constante solidão - fonte de prazer e tristeza ao mesmo tempo. Em harmonia, os aspectos despertados por Ártemis levam você a manter o corpo saudável por meio de exercícios e alimentação natural. Se tiver filhos, cultiva neles o senso de liberdade. Seu projeto de vida costuma ser morar no campo e ter uma pequena horta de subsistência. Em desarmonia, pode se tornar anti-social e se isolar demais, não permitindo que os homens se aproximem.
Ártemis conhecida pelos romanos como Diana, era a Deusa da caça e da Lua, como Deusa da Lua ela é conhecida com portadora da luz, como deusa da caça, das crias e dos animais não domesticados.Enquanto deusa da caça e da lua Ártemis era a personificação do espirito feminino independente.O arquétipo que ela representa possibilita a uma mulher procurar seus próprios objetivos num terreno de sua própria escolha.Como deusa virgem Ártemis era imune a apaixonar-se, não foi raptada nem violentada como Perséfone e Deméter e nunca foi metade de um par marido e mulher.Como arquétipo da deusa virgem, Ártemis representa um sentido de integridade, uma em si mesma, ou seja, uma atitude "sei cuidar de mim mesma" que permite a mulher agir por conta própria.A mulher Ártemis é prática, atlética, aventureira. Aprecia a cultura física, a solidão, a vida ao ar livre e os animais. Dedica-se à proteção do meio ambiente, aos estilos de vida alternativos e às comunidades de mulheres.Artemis não se destaca muito no mundo moderno. A cidade não é "sua praia". Quando ela é encontrada no meio urbano, ela é tímida, reservada.
A chaga de Artemis envolve a solidão a que é relegada. Seu amor à liberdade a tornam difícil de ser aceita como mãe, esposa ou profissional, estilos que pertencem a Deméter, a Hera e Atena. Na verdade ela tem repúdio por valores e formas adotadas pela sociedade convencional.A mulher-Artemis tende a escolher ser totalmente reclusa e muito solitária.
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domingo, 14 de novembro de 2010
Sigo o meu destino
Segue o teu destino
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Fernando Pessoa /Ricardo Reis, 1-7-1916
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Fernando Pessoa /Ricardo Reis, 1-7-1916
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Depois de uma decepção, ainda quero voar...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sei e sinto... Amo sem razão de amar.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 6 de novembro de 2010
Vôo de Primavera
O tardio despertar do que imaginou ser sua “Nova Primavera”,Chegou incontrolável com um impulso desatinado.
O que se pensava um ato desesperado pela busca da liberdade,
Nada mais era que um premeditado vôo de descobertas.
Organizado como crime perfeito, trouxe satisfação
Até mesmo na pouca compreensão dos protagonistas.
No contar das horas foi só coração, transbordando ansiedade e alegria.
Independente do tempo que durasse ou espaço que viesse ocupar.
Mesmo com suspeitas da sua insignificante condição tão instável e quase inconveniente,
inevitável seria não esperar a desilusão das não manifestas surpresas,
No íntimo.. tão desejadas...
Não houve noite, tudo foi espera do momento ao próximo dia.
No próximo, no próximo... Todos os dias...
Sem chão, sem asas, sem despedidas, sem sonhos, sem volta.
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